sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A REALIDADE DA ÁGUA



GEOGRAFIA
Escola Estadual de Conselheiro Pena
Professora Celi Marques de Oliveira Henriques
ATIVIDADE 01:

MAIS DA METADE DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS PODEM FICAR SEM ÁGUA EM 2015, SEGUNDO A ANA.


    Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil corre o risco de chegar a 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios. O diagnóstico está no Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, lançado pela Agência Nacional de Águas (ANA). O levantamento mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez.
     Considerando a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, os dados revelam que em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.
    “A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, aponta o relatório.
    O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, disse que o atlas foi elaborado para orientar o planejamento da gestão de águas no país. Segundo ele, como atualmente mais de 90% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede de abastecimento de água, a escassez parece uma ameaça distante, como se não fosse possível haver problemas no futuro. “Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado [de déficit] venha a ser consolidado”, avalia.
    De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste são as que têm, relativamente, os maiores problemas nos sistemas produtores de água. Apesar de a Amazônia concentrar 81% do potencial hídrico do país, na Região Norte menos de 14% da população urbana é atendida por sistemas de abastecimento satisfatórios. No Nordeste, esse percentual é de 18% e a região também concentra os maiores problemas com disponibilidade de mananciais, por conta da escassez de chuvas.
    O documento da ANA calcula em R$ 22,2 bilhões o investimento necessário para evitar que o desabastecimento atinja mais da metade das cidades brasileiras. O dinheiro deverá financiar um conjunto de obras para o aproveitamento de novos mananciais e para adequações no sistema de produção de água.
A maior parcelas dos investimentos deverá ser direcionada para capitais, grandes regiões metropolitanas e para o semi-árido nordestino. “Em função do maior número de aglomerados urbanos e da existência da região do semi-árido, que demandam grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água, o Rio de Janeiro, São Paulo, a Bahia e Pernambuco reúnem 51% dos investimentos, concentrados em 730 cidades”, detalha o atlas.
    “Esperamos que os órgãos executores assumam o atlas como referência para os projetos. Ele é um instrumento de planejamento qualificado, dá a dimensão de onde o problema é grande e precisa de grandes investimentos e onde é pequeno, mas igualmente relevante”, pondera Andreu.
    Além do dinheiro para produção de água, o levantamento também aponta necessidade de investimentos significativos em coleta e tratamento de esgotos. O volume de recursos não seria suficiente para universalizar os serviços de saneamento no país, mas poderia reduzir a poluição de águas que são utilizadas como fonte de captação para abastecimento urbano.
    Andreu espera que o diagnóstico subsidie a elaboração de projetos integrados, compartilhados entre os órgãos executores. “Ao longo do tempo, o planejamento acabou se dando apenas no âmbito do município, que busca uma solução isolada, como se as cidades fossem ilhas. É preciso buscar uma forma de integração, de planejamento mais amplo, preferencialmente por bacia hidrográfica”, sugere o diretor-presidente da agência reguladora.
 “Ainda não estamos no padrão de culturas que já assumiram mais cuidado com a água. Mas estamos no caminho, e o atlas pode ser um instrumento dessa mudança”.
   
 
 
 
 



Proposta de atividades:

1)Após leitura minuciosa sobre o texto, análise do mapa, vídeos e ainda com base em seus conhecimentos sobre o racionamento desse líquido tão precioso em algumas regiões do nosso país, utilize o espaço reservado e faça um comentário sobre a realidade atual, conforme seu ponto de vista. Lembre-se: Sua participação é ponto positivo para o final de cada bimestre!

2) Pesquise em jornais e revistas assuntos sobre a escassez da água. Leia a matéria, em seguida informe a fonte, caderno e página do material consultado.Faça um breve comentário em seu caderno e prepare para discutir com seus colegas. (Colar o artigo pesquisado com atenção)

Capriche!               
                                                        Abraços  da professora Celi Marques!    2015

Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos. ( Paulo Freire)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Bem-vindos ao Blog “ Aprendendo Geografia”





 
 

Prezados alunos, vivemos em um tempo onde as mudanças são rápidas e constantes.
É preciso acompanhar essa evolução de forma incansável, criando, inovando e realizando tudo o que for necessário para o nosso crescimento cultural, social e intelectual.
A maior aprendizagem é a arte de viver... e você não tem tempo a perder, pois é vivendo que se aprende.

Vivemos em um mundo globalizado, com o espaço geográfico fragmentado, porém fortemente articulado pelas redes, onde a informação, independente do seu formato.

Assim sendo, a noção de mundo passa estar cada vez mais ligada às redes globais. O espaço geográfico (base física onde o homem constrói sua história e altera a natureza) deixa de ser apenas físico, pois o ciberespaço constitui a partir de agora, o espaço geográfico para nossa comunicação.

Nosso Blog ”Aprendendo Geografia”, torna-se também espaço recíproco de vivências, socialização, experiências e aprendizagem, para alavancar a discussão da aprendizagem do ensino da Geografia na E. E. de Conselheiro Pena (MG), e em nossa sociedade.

Acredito que essa ferramenta de trabalho, usada de forma responsável e comprometida com a busca do saber, seja capaz de nos adentrar no mundo das informações e com ele possamos alcançar ao mais alto degrau do nosso crescimento pessoal .

Professora Celi Marques

Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade... de Raul Seixas.