segunda-feira, 23 de março de 2015

ÁGUA- Líquido indispensável á nossa sobrevivência



A água é a substância mais abundante na superfície do planeta e ninguém vive sem ela. Ela forma os mares, os rios, os lagos, as geleiras, está no solo, no subsolo, no ar e no corpo dos seres vivos. Parece existir água em todos os lugares do planeta. Na natureza, encontramos água nas três formas:
 Líquida: É a água corrente, aquela usada para beber, lavar, cozinhar, torneiras, etc. É encontrada nos rios, mares, etc.
    Sólida: É encontrada em cubos de gelo, picolés, chuva de granizo, nas geleiras, etc.



 Gasosa: É o vapor da água, evaporada dos rios, água fervente, roupa molhada. Forma as nuvens.

 Responda em seu caderno:

1) Qual a importância da água em sua vida?
2) O que você faz para evitar o desperdício da água?
3) Como o homem vem tratando as águas? 
4)Para onde vai a água que você utiliza?
5) Podemos desperdiçar a água só porque ela é barata?
6) Para onde vai a água usada?

                                                10 mandamentos para cuidar da água

Algumas dessas dicas, você já deve ter visto em algum lugar, mas vale reforçar os 10 mandamentos para evitar o desperdício de água. São simples e ajudam na economia doméstica.
1 –No banho: Se molhe, feche o chuveiro, se ensaboe e depois abra para enxaguar. Não fique com o chuveiro aberto. O consumo cairá de 180 para 48 litros.
2 –Ao escovar os dentes: Escove os dentes e enxágue a boca com a água do copo. Assim você economiza 3 litros de água.
3 –Na descarga: Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário.
4 –Na torneira: Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa, 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
5 –Vazamentos: Um buraco de 2 milímetros no encanamento desperdiça cerca de 3 caixas d'água de mil litros.
6 –Na caixa d'água: Não a deixe transbordar e mantenha sempre bem tampada.
7 –Na lavagem de louças: Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágue tudo de uma vez.
8 –Regar jardins e plantas: No inverno, regue as plantas dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. Use mangueira com esguicho revólver ou regador.
9 –Lavar carro: Com uma mangueira, gasta-se 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar.
10 –Na limpeza de quintal e da calçada use  vassoura – Se precisar, utilize a água que sai do enxágue da máquina de lavar.
Agora que já tem mais conhecimento de como preservar a água, crie uma cruzadinha e coloque as respostas no diagrama. Use a palavra chave: SUSTENTABILIDADE.  Você e muito esperto, acredite!!


domingo, 22 de março de 2015

Sem floresta não tem água



Estudo reforça a relação do desmatamento da Amazônia com os episódios de seca do país e aponta como solução zerar o desmatamento para ontem e replantar florestas. 
 
 O relatório, "O Futuro Climático da Amazônia”, foi encomendado pela Articulación Regional Amazônica (ARA), grupo que reúne entidades da sociedade civil dos nove países que compartilham o bioma. De acordo com Nobre, ao longo dos anos o Brasil pareceu passar imune pela destruição da Mata Atlântica, que teve 90% de sua extensão dizimada, pois a Amazônia vinha compensando os serviços florestais perdidos. Mas nos últimos 40 anos, com a intensificação da degradação e do desmatamento na região, a floresta vem perdendo sua capacidade de captar e transportar umidade para o resto do país e as consequências disso já estão sendo sentidas.

Ativistas do Greenpeace realizam ação em São Paulo para alertar sobre a falta de água. “O desmatamento sem limite encontrou no clima um juiz que conta árvores, não esquece e não perdoa”, disse o pesquisador em entrevista ao jornal Valor Econômico. Em seu estudo o especialista, que também é pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), afirma que as árvores da Amazônia colocam aproximadamente 20 bilhões de toneladas de água por dia na atmosfera. E é esta água que é levada para o sul do continente, pelas correntes de ar, e se transforma em chuva.
Com o avanço do desmatamento esta capacidade fica seriamente comprometida e seus efeitos já podem ser sentidos como, por exemplo, na falta de chuva que atinge as regiões centro-oeste e sudeste do Brasil. Sem a floresta amazônica a região que vai de Cuiabá a Buenos Aires, ao Sul, e de São Paulo aos Andes, que produz 70% do PIB da América do Sul, seria igual aos seus equivalentes latitudinais. Se traçarmos uma linha no Mapa Mundi, a partir de Brasília, encontraremos quatro dos maiores desertos do mundo: o Atacama, o Kalahari, o deserto da Namíbia e o da Austrália. Isso acontece porque a floresta amazônica exporta “rios aéreos” de vapor que transportam água para as chuvas fartas que irrigam regiões distantes
"Estamos perdendo um serviço que era gratuito, que trazia conforto, que fornecia água doce e estabilidade climática”. De acordo com Nobre, se a situação não mudar radicalmente e agora, ficaremos cada vez mais próximos de um ponto de não retorno, de onde se seguirá uma irrefreável reação em cadeia que irá afetar não apenas o Brasil, mas todo o planeta.
 A floresta tropical amazônica tem um papel fundamental para a regulação do clima no Mundo. Mas mesmo com este conhecimento, ela continua a ser violentamente destruída.
Alguns dos principais fatores que promovem o desmatamento do bioma são a atividade madeireira ilegal, a pecuária e a cultura de soja. Temas que se tornaram centrais em campanhas do Greenpeace Brasil para salvar a floresta.
 Nos últimos dez anos, várias iniciativas ajudaram a manter em queda os níveis de desmatamento na Amazônia Legal. Conquista que, infelizmente, está em risco. Apenas um ano depois da assinatura do novo Código Florestal, que trouxe anistia àqueles que cortaram floresta ilegalmente, o desmatamento subiu 29%. Enquanto o Congresso se esforça para aprovar leis que comprometem a demarcação de novas terras indígenas e unidades de conservação – instrumentos eficazes de conservação da floresta, o tema esteve simplesmente ausente nas eleições deste ano. Há alguns meses Dilma Rousseff negou-se a assinar a declaração de Nova York, que visa zerar o desmatamento até 2030.
Mas podemos e devemos virar este jogo. O projeto de Lei do Desmatamento Zero alinha-se  às considerações de Nobre. Lançado em 2012, ele prevê o fim da emissão de licenças de desmatamento em florestas nativas, ou seja, mesmo a porcentagem permitida por lei não poderá mais ser desmatada  A iniciativa já conta com o apoio de mais de 1 milhão de brasileiros.


Exercitando sobre o Planeta Água


Analise a letra da música de Guilherme Arantes e em seguida faça o que se pede:

Água que nasce na fonte serena do mundo e que abre um profundo grotão.
Água que faz inocente riacho e desagua na corrente do ribeirão.
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão.
Águas que banham aldeias e matam a sede da população.
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão.
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos.

  
Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção.
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão.
Gotas de água da chuva, alegre  arco-íris sobre a plantação.
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação.
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão.
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra.
Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água.
 
Interpretando  a letra da canção
1) Conforme análise da letra da música, o que o compositor quis dizer com a expressão: Planeta Água?
2) Quais funções da água foram informadas no texto?

3) Pesquise no dicionário o significado das expressões:
Grotão:                                            Igarapés:                                            Inundação:
Sertão:                                            Cascatas:                                          Ribeirão:

4) Atualmente a preocupação em relação a água do mundo é muito grande. Explique o por que dessa  preocupação.
5) Escreva a importância das águas dos rios para a população de uma cidade ou região. 
6) Cruzadinha esperta:

1) Aproveitamento econômico das águas dos rios calmos e caudalosos;
2) Amontoamento de gelo passível de deslocamento nas regiões em que a queda de neve ultrapassa o degelo;
3) Curso de água de rios que desagua em outro ou em em lugar;
4) Fonte de um curso de água;
5) Lugar onde se juntam dois ou mais rios;
6) Aproveitamento econômico dos rios encachoeirados;
7) Direção de um rio da nascente à foz;
8) Escoamento, saída, débito de um rio;
9) Rios que chegam a secar como do Nordeste brasileiro;
10) Rios sazonais;
11) Contaminação e consequente degradação do meio natural, causadas por agentes químicos ou domésticos.






Território


sábado, 21 de março de 2015

Políticas Públicas


 Política pública é todo tipo de ação que tem efeito social, envolvendo recursos públicos .
Compreendem um conjunto de decisões e ações direcionadas à solução de problemas políticos. Entendem-se por atividade política os procedimentos formais e informais que traduzem as relações de poder na sociedade.
Políticas públicas são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público; regras e procedimentos para as relações entre poder público e sociedade, mediações entre atores da sociedade e do Estado, ou seja, buscam encontrar formas para resolver sobretudo os conflitos referidos a bens públicos.
 Políticas públicas  são as respostas organizadas pela sociedade, através do seu sistema político, para atender as necessidades  sociais da população – assistência  social, saúde, educação, habitação entre outras. 
 Existem alguns critérios que podem ser utilizados para definir o tipo de atuação das políticas públicas, destacando-se os seguintes:
1) Quanto à  natureza ou grau de intervenção:
a) Estruturais
b) Conjunturais ou emergenciais

2) Quanto à abrangência dos possíveis benefícios:
a) Universais
b) Segmentais
c) Fragmentadas

3) Quanto aos impactos que podem causar aos beneficiários:
a) Distributivas
b) Redistributivas
c) Regulatória
1) Quanto à natureza ou grau de  intervenção:
a) Estruturais: Buscam interferir em relações estruturais como renda, emprego, produtividade etc.
Ex: a definição do salário mínimo, a geração de empregos e a criação de apoio governamental para aumentar a produtividade industrial do país. Ou ainda, para acabar com a pobreza é preciso uma política estrutural rigorosamente articulada com as demais políticas sociais e econômicas de um país.


b) Conjunturais ou emergenciais: [...] têm o objetivo de amainar uma situação temporária [...].
Ex. O Programa Fome Zero, na sua condução até o momento pelo Governo Federal. É como acabar com a febre antes de atacar as causas de uma infecção. O Fome Zero é exemplo de política conjuntural enquanto tiver um caráter assistencialista, dando comida, mas sem atacar as causas da fome.


b) Segmentais: [...] caracterizando um fator determinado (idade, condição física, gênero etc.).
Ex. a educação fundamental obrigatória para toda a população em idade escolar.


2) Quanto à abrangência dos possíveis benefícios:
a) Universais: para todos os cidadãos.
Ex. O Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que tem a universalidade do acesso de toda a população aos seus serviços como sua principal diretriz na atualidade (mesmo sabendo-se que a qualidade ou falta dos serviços necessários pode estar excluindo segmentos da população da cobertura oferecida por essa política pública).

c) Fragmentadas: destinadas a grupos sociais dentro de cada segmento.
Ex. O Programa Bolsa-Escola é a expressão de uma política fragmentada, por estar direcionado à população mais pobre, articulada a uma motivação para atender a obrigatoriedade do ensino fundamental.
 3) Quanto aos impactos que podem causar aos beneficiários:
a) Distributivas: visam a distribuir benefícios individuais, costumam ser instrumentalizadas pelo clientelismo.
A simples captação e distribuição dos recursos adquiridos através do Programa “Criança Esperança” é um exemplo de política distributiva.

b) Redistributivas: visam a redistribuir recursos entre os grupos sociais: buscando certa equidade, retiram recursos de um grupo (que tem mais) para beneficiar outros (que
necessitam mais), o que provoca conflitos.
Ex. A reforma agrária é uma política redistributiva.

                                                   Características das políticas públicas:
1) Respondem a problemas concretos (ex: a fome, a doença, o desemprego);
2) Devem atender a necessidades sociais (ex.: moradia, alimentação, educação);
3) Atendem demandas (como os movimentos para garantir medicação para os portadores do vírus HIV) ;
4) Têm objetivos específicos;
5) Existe uma temporalidade, ou seja, são pensadas para se efetivar durante um certo período de tempo;
6) Utilizam-se de instrumentos próprios (o voto, por exemplo, é um dos instrumentos de uma política de participação democrática);
7) Alteram a situação existente.
 Quais os objetivos e finalidades das políticas  públicas?
1) [...] visam a responder a demandas, principalmente dos setores marginalizados da sociedade, considerados como vulneráveis. Essas demandas são interpretadas por aqueles que ocupam o poder, mas influenciados por uma agenda que se cria na sociedade civil, através da pressão e mobilização social;
2) Visam a ampliar e efetivar direitos de cidadania [...];
3) [...] objetivam promover o desenvolvimento, criando alternativas de emprego e renda como forma compensatória dos ajustes criados por outras políticas de cunho mais estratégico (econômicas);
4) [...] são necessárias para regular conflitos entre os diversos atores sociais que [...] têm contradições de interesses [...].
Os objetivos anteriormente pontuados para as políticas públicas, têm uma relevância valorativa e
exprimem opções e visões de mundo daqueles que  controlam o poder, mesmo que, para sua legitimação, necessitem contemplar certos interesses de segmentos sociais  dominados, dependendo assim da sua capacidade de organização e negociação.


O Que São Políticas Sociais?
 Política social “[...] como proposta teórica e prática de  redução das desigualdades sociais” (DEMO, 1985, p.118).
Essa é uma relação fundamental para conceituar políticas sociais: são aquelas políticas públicas que se voltam para diminuir as desigualdades em nossa sociedade.


 Existe um espaço de agente social a ser ocupado, e o autor sugere que este papel seja assumido na sociedade:
reduzir as desigualdades sociais, seja “[...] dentro ou fora do Governo, na sociedade civil e nas
organizações, antes que se torne cada vez mais restrito” (DEMO, 1985, p.118)
São esses agentes sociais que operam as políticas  públicas de caráter social e que já participaram do processo de sua formulação e, certamente, estarão participando da sua avaliação, conforme vamos discutir nas seguintes unidades da nossa disciplina.
 Política social não é
“[...] na ótica assistencialista, como se fosse doação do estado ou de entidades de caridade. [...] Trata-se de uma visão muito distorcida da realidade social [...]”, por pretender ignorar “[...] que o pobre é vítima do sistema.
A prática assistencialista tem ainda como consequência  negativa o fato de coibir “[...] o aspecto participativo da  política social, ou seja, a dimensão da autopromoção – no  fundo, ninguém promove ninguém, se a pessoa mesma não se autopromove; porquanto reduz a dimensão do  problema ao nível da secundariedade tal, que pode ser solucionado pela esmola, e assim por diante.” DEMO,1985 )                                 Assistência social assistência social
 Assistência Social é uma política pública regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social, LOAS, prevista na Constituição Federal de 1988, formando o tripé da Seguridade Social, estabelecida como dever do Estado e direito do cidadão.
É um campo de atuação dos Assistentes Sociais e outros trabalhadores nas esferas Federal, Estadual e Municipal.

                                         Política Pública de Assistência  Social
 Realiza-se de forma integrada às políticas setoriais tendo por  objetivo promover serviços, programas, projetos e benefícios de proteção social básica e  especial e contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários e grupos específicos, ampliando o acesso aos bens e serviços socioassistenciais em áreas urbana e rural, além de assegurar que as suas ações garantam a convivência familiar e comunitária.
ASSISTÊNCIA SOCIAL ANTES DA LOAS
• Pratica meramente  assistencialista
• Programas restritos e esporádicos
• Havia sempre concessões de favores
• O acesso a um direito era apenas através de doações
• O atendimento era de interesse particular
• As pessoas atendidas eram devedoras de favores.
DEPOIS DA LOAS
• Assistência Social como política pública
• Os programas são contínuos
• O cidadão têm acesso aos bens e serviços
• Direito assegurado por lei, que o cidadão pode reclamar e exigir
• Os programas são públicos
• Transforma e dá autonomia para os usuários, respeitando-os como cidadãos que agem, pensam e participam.


Os jovens e a política pública



Todos os dias os jovens estampam as capas de jornais e os grandes noticiários de TV com histórias negativas e a concepção da juventude que se arquiteta é o jovem como principal agente de violência, logo a população assimila diretamente esta ideia jovem/violência.
Há alguns anos a temática juvenil vem ganhando visibilidade na sociedade, isso nos permite analisar o campo de juventude de forma mais qualificada e verificar a situação do jovem no Brasil, mas para além do que as mídias se propõem que é somente vincular os jovens a violência.


O reconhecimento do jovem como sujeito de direitos passa pela construção de uma nova imagem do jovem, criação de políticas públicas e principalmente garantindo os direitos básicos como: saúde, educação, segurança entre outros. A participação da juventude nesse processo é fundamental para o fortalecimento dessa nova imagem do jovem enquanto protagonista.
O Brasil tem cerca de 50 milhões de jovens com idade entre 15 e 29 anos. Muitos deles demonstraram determinação em assegurar seus direitos.
Atento às demandas dessa parcela da população, o governo federal tem avançado com ações e políticas públicas voltadas para a juventude.


  (Rap da Felicidade -MC Cidinho e MC Doca)
“Eu só quero é ser feliz
Andar tranquilamente na favela onde eu nasci,
E poder me orgulhar
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar (...)
Trocaram a presidência, uma nova esperança
Sofri na tempestade, agora eu quero a bonança
O povo tem a força, só precisa descobrir
Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui
.”



Em 2013, foi sancionada a lei que institui o Estatuto da Juventude. As principais novidades do Estatuto são o direito de estudantes a pagar meia passagem nos ônibus interestaduais e direito a meia entrada em atividades culturais para jovens de baixa renda (com renda familiar de até 2 salários mínimos). Em cada evento, os produtores poderão limitar em 40% o percentual de ingressos vendidos com desconto, para ambos os públicos. Os jovens de baixa renda e estudantes que estiverem além deste percentual não terão o direito.
 
A lei também estabelece ainda acesso a direitos básicos, como justiça, educação, saúde, lazer, transporte público, esporte, liberdade de expressão e trabalho. 
 

 De acordo com a secretária nacional da Juventude o Estatuto foi uma conquista importante dos jovens, mas que ainda existem desafios. Esta se empenhando pra que essa política de juventude seja incorporada como política de Estado.
Apesar das conquistas alcançadas nos últimos anos, a secretária lista desafios das políticas para juventude. 
Essa geração comanda essa população que ascendeu de classe, que teve acesso ao emprego com carteira assinada, mas ainda persistem algumas desigualdades fortes.
 


Ações para a educação
 Na área da educação diversas políticas públicas vêm revolucionando o acesso aos ensinos superior e técnico e também ao emprego.
 Criado em 2011, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) já recebeu investimento de R$ 14 bilhões e ultrapassou 5,8 milhões de matrículas em todo o País.

Em 2014, 400 mil bolsas do ProUni foram ofertadas e 2,4 milhões de candidatos se inscreveram para o Sisu
A primeira edição de 2015 do Programa Universidade para Todos (ProUni) estão sendo ofertadas 213.113 bolsas, sendo 135.616 integrais e 77.497 parciais. Houve um crescimento de 11% em comparação ao processo do primeiro semestre de 2014, em que foram ofertadas 191.625 bolsas.

 Juventude Rural

Cerca de oito milhões de jovens brasileiros vivem no meio rural. Nos últimos anos houve investimento massivo em agricultura familiar, com a ampliação dos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), nas ações de Reforma Agrária, o Programa de Aquisição de Alimentos, que hoje tem garantido renda para os agricultores familiares, com a Política Nacional de Agricologia e Produção Orgânica, entre outros.

 No entanto, de acordo com a Secretaria Nacional da Juventude, essas políticas públicas não atingem da mesma maneira o jovem do que atinge os adultos e a família como um todo.

Um grupo de trabalho formado pelos ministérios da Cultura, do Desenvolvimento Agrário, da Educação, das Comunicações e do Meio Ambiente, juntamente com principais movimentos do campo brasileiro como a Contag, a Via Campesina, Cetraf, Jovens Indígenas, Quilombolas, tem se dedicado para elaborar um programa específico, direcionado para os jovens rurais.
 “A gente precisa caminhar pra ter uma política nacional estruturada que ofereça desde esporte no meio rural até acesso a terra. O jovem deve ter o direito da opção. Se querem ir pra cidade, que seja porque querem e não por não ter condições de permanecer no meio rural.”

Para alcançar a plenitude dos direitos da Juventude, tanto do campo quanto das cidades, é preciso uma maior união entre os governos federal, estadual e municipal.

País, Estado-Nação e Nação



Do ponto de vista político, o espaço geográfico é dividido em países que mantêm relações políticas e econômicas entre si. A maioria dos países são Estados soberanos, como o Brasil. Existem dependências, isto é, territórios que dependem de um país soberano. Como exemplos, podemos citar Curaçao e Bonaire - ilhas do Caribe, administradas pela Holanda. Um país é independente quando o poder que o Estado exerce sobre a população e sobre o território é reconhecido por outros Estados soberanos.


Os conceitos de país e Estado são muitos semelhantes. Ambos definem um território social, política, cultural e geograficamente delimitado. O Estado, entretanto, é uma entidade jurídica que exerce soberania sobre o território e é reconhecido por outros Estados. Existem Estados constituídos por um único país, como o Brasil, e Estados formados por mais de um país, como o Reino Unido, constituído por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.
 Nação e Estado - Nação são conceitos diferentes. Uma nação é formada por pessoas que possuem pontos em comum, como língua, tradições, costumes, valores e história.Quando uma nação é organizada politicamente e exerce soberania sobre um território, é também um Estado - Nação.
Há nações que não possuem territórios soberanos, como os curdos, no Oriente Médio, e os bascos, na França e Espanha, por isso não são considerados estados - Nações.
Existem estados onde vive mais de uma nação, como muitos países africanos onde se encontram vários grupos  étnicos. 
Por outro lado, algumas nações se espalham por mais de um Estado. É o caso dos palestinos em Israel, na Jordânia  e na Autoridade palestina (Cisjordânia e Faixa de Gaza ).
 
Um Estado - Nação é o resultado de uma série de  processos históricos através dos quais uma sociedade estabelece uma organização política e uma organização jurídica. O Estado - Nação é essencialmente formado por três elementos: O território, um povo e a soberania.



                                        Território, Territorialidade e Soberania

Uma determinada área, em qualquer ponto do espaço geográfico, pode ser definida por
 seu tipo de governo, sua cultura, seu sistema econômico e outros  agentes que influenciam a sua organização e a individualizam nesse espaço. O território é uma área delimitada do espaço geográfico, onde o Estado - Nação exerce a territorialidade e a soberania, isto é, onde o poder das autoridades de um governo é validado. O Estado é soberano no território delimitado pelas fronteiras, onde exerce seu poder a partir de uma cidade que abriga os órgãos governamentais, a capital.
 

Pode ser o produto do trabalho de uma sociedade no decorrer a sua história, um território apresenta grande complexidade econômica e cultural.  A noção de poder, domínio ou influência de vários agentes (políticos, econômicos e sociais) e a forma como eles moldaram a organização desse território no espaço geográfico expressam a territorialidade. Por esse motivo, não só os Estados exercem  a territorialidade. Outros agentes, como as metrópoles mundiais,  os organismos econômicos mundiais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), grandes empresas transnacionais e até mesmo organizações criminosas exercem a territorialidade, ou domínio, em várias regiões do espaço geográfico.


Onde termina um país e começa outro
Em 2014, o mundo globalizado estava formado por 196 países  independentes (Incluindo a Autoridade Nacional Palestina e o Kosovo), bem como por  vários   territórios    não autônomos. Dentro  de um continente um  pais,  e separado de outros países, ou de outros países, por uma linha divisória denominada limite e por uma faixa denominada fronteira política. Os limites que  marcam as fronteiras políticas podem ser representados  pela cartografia. Os limites  internacionais representados nos mapas políticos indicam até  onde se estende o território  de um país.Alguns têm um grande  território, como Rússia, China, Estados Unidos  e Brasil. São os chamados  países  continentais. Outros são  muito pequenos, como o Vaticano, Mônaco e Cingapura, denominados micropaíses.
Um país pode ter limites internos, caso seja subdividido em partes menores, que podem ser de apartamentos (na França), províncias (na argentina) ou estado (no Brasil).
Há países que fazem parte de arquipélagos e são limitados pelo mar. Os limites muitos vezes são elementos naturais: rios, lagos, mares, cadeias de montanhas. Outras vezes, o limite pode ser marcado apenas por uma rua ou uma estrada.

Fronteiras Políticas 
 Se, por um lado, as fronteiras e os limites são elementos de separação de povos e culturas, por outro podem significar uma aproximação entre nações vizinhas,quando essa separação territorial não implica disputas e rivalidades étnicas ou religiosas.
As fronteiras políticas podem ser:

Efetivas: Quando representam limites territoriais reconhecidos internacionalmente, como a fronteira entre o Brasil e Uruguai.
 
Em litígio: Onde existe um limite territorial de fato, sobre o qual não há acordo, ou que está sujeito a arbitragem, como ocorre com Venezuela e Suriname.
 
Indefinidas: Onde não há limites fixos demarcados entre os Estados; os limites mostram, apenas, áreas aproximadas de soberania, como, por exemplo, entre Iêmen e Arábia Saudita.                  
                   As fronteiras políticas e os limites se alteram
A extensão dos territórios estatais e seus limites internacionais são produto das diferentes formas de relações entre as sociedades que habitaram e habitam o espaço geográfico. Construídos pela natureza ou não, esses limites foram estabelecidos após séculos de um passado em que houve guerras, acordos, conquistas e tratados. Daí os limites e as fronteiras entre os países terem mudado radicalmente com o passar do tempo e a história dos povos. Isso explica por que a divisão política do mundo está sempre se alterando. 
No século XX, dois fatos mudaram profundamente os limites e as fronteiras de alguns continentes: 
O processo de descolonização da África e da Ásia, depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 
O fim do  comunismo no leste europeu e a desintegração da URSS (União das repúblicas Socialistas Soviéticas), na década de 1990.
A descolonização da África modificou profundamente o traçado das fronteiras e dos limites desses continentes. O planisferio ficou muito diferente, sobretudo após as décadas de 1950 e 1960, quando muitos  colônias africanas e asiáticas conquistaram sua independência.
 Na África, os limite dos novos países são o reflexo da divisão territorial colonial. para delimitar esses traçados, as metrópoles europeias não levaram em conta a existência de tribos nativas, de etnias e culturas diferentes e, não raro, inimigas irreconciliáveis. As rivalidades tribais conduziram a sangrentos conflitos após a descolonização as colônias africanas.  Na década de 1990, o leste europeu foi muito afetado por mudanças de limites e de fronteiras políticas. 
 Os oceanos e as fronteiras políticas
Os oceanos também são objeto de legislação internacional, uma vez que são muito ricos em recursos pesqueiros e exploração de petróleo, além de serem via e circulação de comércio internacional e de turismo. 
 
A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar é o instrumento mais importante para a regulamentação da exploração dos oceanos. Entrou em vigor em 1994 e foi ratificada por 138 países, entre eles o Brasil. Segundo a Convenção, os países costeiros têm completa soberania até 12 milhas (mais ou menos 19 km) de seu litoral. A esse espaço denomina-se mar territorial. Além disso, estabelece direitos sobre o mar patrimonial ou zona econômica exclusiva, que se estende por cerca de 200 milhas (mais ou menos 320 km) mar adentro. Nessa área, esses países asseguram a livre navegação, mas se reservam o direito exclusivo da exploração dos recursos, como  pesca e o petróleo. 


O continente sem fronteiras políticas
A Antártica é o único continente que não tem fronteiras políticas. Existe um acordo internacional, o Tratado da Antártica, assinado em 1961, que rege a situação  jurídica do continente antártico. Seu principal objetivo é garantir  o uso pacífico da área, sua preservação e o conhecimento de suas características através de pesquisa científica. O Brasil  tem uma base com esse fim no continente gelado, a base Comandante Ferraz. Apesar  do acordo, alguns países reivindicam  o controle  de uma parte  da Antártida.


  Outras fronteiras de globalização
Os lugares, os territórios e as paisagens, são delimitadas ou separados por fronteiras, que podem ter um significado mais amplo do que faixas de separação entre países.
No mundo atual, globalizado, existem muitas  desigualdades, por isso existem outros tipos de fronteiras, além das fronteiras políticas: fronteiras naturais, econômicas, tecnológicas e supranacionais.
                                             Fronteiras naturais
É grande a variedade de paisagem naturais no espaço geográficos. Por isso, existem fronteiras que separam os ecossistemas e os biomas da terra, como a floresta tropical, os desertos, a tundra ou a floresta temperadas. São fronteiras determinadas por elementos da natureza. 
                            Fronteiras supranacionais econômico e tecnologia
Nem sempre as fronteiras separam Estados nacionais, mas reunem vários países  dentro da área que delimitam.
Uma forma comum de união entre os países e a formação de blocos econômicos (União Europeia, Mercosul, Nafta,etc.). As fronteiras que separam esses blocos são denominadas supranacionais.